Monograma Dr. Luís Henrique Nunes Dr. Luís Henrique NunesUrologia · Andrologia · Emagrecimento

Anatomia interativa

Conheça o aparelho urinário e genital masculino.

Clique no órgão que deseja conhecer para ver como ele funciona, as doenças mais comuns e como são tratadas.

Anatomia

Rins

Principais alterações

As doenças renais são divididas em Benignas e Malignas.

Benignas: As malformações, as doenças obstrutivas, as doenças formadoras de cálculos renais, as doenças infecciosas do aparelho urinário são benignas e podem ser tratadas em determinadas situações com remédios e em outras com cirurgias. Estas possuem por objetivo corrigir as malformações, desobstruir e retirar os cálculos. Cada situação deve ser analisada pelo urologista e tratada individualmente. Às vezes, mesmo em doença benigna se faz necessária a retirada do rim por cirurgia. A videolaparoscopia é uma forma muito utilizada hoje por ser uma técnica minimamente invasiva. Existem doenças clínicas benignas que comprometem a função renal e, nestes casos, muitas vezes, o tratamento é feito em equipe entre um nefrologista (especialista que trata as doenças clínicas dos rins) e um urologista.

Malignas: As doenças malignas são representadas pelas neoplasias. Atualmente são diagnosticados mais de 200.000 casos novos de câncer renal com índice de letalidade acima de 100.000 óbitos, a maioria atribuída ao carcinoma de células renais, um dos tumores mais agressivos na área urológica. Casos diagnosticados precocemente, com tumores confinados ao rim, têm sobrevida livre de doença em 5 anos de 80-90%, caindo para 50-60% nos casos de doença localmente avançada (que se estende aos órgãos adjacentes). Seu prognóstico depende do estádio da doença no momento do diagnóstico. A nefrectomia radical é a forma clássica de tratamento desta neoplasia. Nas últimas duas décadas, o uso disseminado de estudos por imagem do abdômen - ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética- tem sido responsável pelo aumento no diagnóstico de carcinoma de células renais. Como consequência, a detecção incidental de tumores renais ≤ de 4 cm em estágio inicial, com baixo potencial metastático, aumentou significativamente. Desta forma, a maioria das lesões 76%, que se apresentam para tratamento cirúrgico é ≤ a 4 cm. O diagnóstico precoce traduz-se em maior sobrevida dos pacientes com câncer renal e menor taxa de progressão da doença.

Durante a década passada, o manejo desses pequenos tumores passou por uma grande evolução com a cirurgia poupadora, ou seja, se retira apenas o tumor e se preserva a parte boa do rim. Essa técnica atinge taxas de sobrevida entre 90-100% em 10 anos. Alguns cistos renais podem ser malignos. Existe uma classificação conhecida como Bosniak que vai de I a IV. Os cistos tipo Bosniak I e II são de apenas observação. Por outro lado os cistos classificados como Bosniak III e IV podem ser câncer e devem ser tratados como tal.

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Anatomia

Adrenais

As glândulas adrenais, também conhecidas como suprarrenais, estão situadas no retroperitôneo, anexas às porções superiores e mediais dos polos renais. A glândula é dividida em córtex e medula, que são tecidos de grande atividade endócrina produtores de hormônios, peptídios e neurotransmissores.

Principais alterações

As doenças mais frequentes que acometem as glândulas adrenais incluem os tumores corticais e medulares.

Tumor produtor de aldosterona (hormônio produzido pelo córtex da suprarrenal) provém da camada mais externa do córtex, a zona glomerulosa, onde se dá a síntese de mineralocorticoides. A manifestação clínica se dá pelo aumento do volume de sangue circulante (hipervolemia), hipertensão arterial com potássio baixo, renina baixa, aldosterona alta, conhecido como hiperaldosteronismo primário.

Tumores produtores de corticosteroides (hormônio produzido pelo córtex da suprarrenal) se traduzem clínicamente pela clássica síndrome de Cushing, onde há obesidade centrípeta (face e tronco) face em lua cheia, giba, estrias violáceas, acne, irregularidade menstrual, atrofia muscular, impotência sexual, hipertensão arterial e diabetes melito.

  • Tumores produtores de hormônios sexuais causam virilização ou feminilização.

Nestes casos, normalmente há uma integração do urologista com o endocrinologista.

  • Tumores da medula adrenal: feocromocitoma, o neuroblastoma, o ganglioneuroma e o ganglioneuroblastoma.

Além dos citados acima, podem ocorrer tumores de estroma, vasos e nervos, hiperplasia cortical, cistos e pseudocistos, infecções e abscessos além de tumores metastáticos.

Tratamento

A maneira mais adequada e efetiva de tratamento dos tumores das suprarrenais é a sua remoção cirúrgica. A laparoscopia pode ser utilizada com sucesso para exérese e hoje é a técnica empregada aqui e também pela maioria dos centros desenvolvidos do mundo

Tumores do córtex são classificados como funcionantes e não funcionantes, dependendo de a manifestação endócrina estar ou não presente. Os tumores não funcionantes consagraram o termo incidentaloma (achado casual). Os funcionantes manifestam-se como processos expansivos ou massas, descobertos na investigação clínica de sintomas e sinais peculiares a cada tipo de doença básica decorrente da secreção de hormônios pela camada cortical, ou incidentalmente a partir de exames de imagem feitos com outros objetivos. A expressão clínica da produção hormonal anômala decorre do tipo de hormônio produzido, o que, em última análise, é o produto da camada histológica envolvida no processo tumoral.

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Anatomia

Ureteres

Os ureteres iniciam na pelve renal e terminam na bexiga. A junção da pelve com o ureter conhecida como JUP (junção uretero-pielica) pode apresentar malformação provocando dificuldade de esvaziamento da urina e necessita muitas vezes de uma correção plástica, a pieloplastia. Por ser um órgão de trânsito da urina, é no ureter que temos as principais causas conhecidas de dor do aparelho urinário, como cólica renal. Um cálculo pode provocar muita dor ao ser expelido, 75% dos cálculos são eliminados espontaneamente e 25% aproximadamente necessitam de algum tipo de tratamento. Hoje é muito utilizado a ureteroscopia e as fontes de energia para fragmentação e posterior retirada desses cálculos. A fonte de energia considerada mais eficaz é o Laser.

A doença do refluxo, defeito na entrada na bexiga que permite que a urina volte para o rim no momento da micção, é tratada de forma clínica e também, dependendo do grau, de forma cirúrgica. Atualmente esse tratamento é feito, na maioria das vezes, por via endoscópica.

O câncer de urotélio pode ter localização dentro do sistema coletor dentro do rim, no ureter e até na bexiga. Quando o tumor se localiza no ureter muitas vezes se faz necessária a retirada de toda a unidade do lado afetado.

Estenose da junção uretero-pielica

O que é?

Pode ser definida como restrição ao fluxo urinário da pelve em direção ao ureter que, se não for tratada, pode provocar deterioração progressiva da função renal. Essa condição persiste como desafio clínico pela dificuldade de se determinar qual paciente apresenta obstrução e qual será beneficiado por terapia intervencionista, não havendo exame subsidiário que defina objetivamente esse parâmetro.

Quem acomete?

Acomete todos os grupos pediátricos, com incidência de 1 caso/1.500 nascimentos, com predominância no sexo masculino, especialmente no período neonatal. É a causa mais comum de hidronefrose antenatal, correspondendo a até 48% dos casos de dilatação do trato urinário, Observamos aumento na incidência no período neonatal por causa do maior número de diagnósticos antenatais após introdução de ultrassonografia (US) de rotina, com segundo pico mais tardiamente, na adolescência, com aparecimento de sintomas.

Como tratar?

O tratamento é realizado através de uma pieloplastia por via laparoscópica ou aberta.

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Anatomia

Bexiga

Principais alterações

As doenças benignas da bexiga são mais comuns nas mulheres: as infecções urinárias, as alterações anatômicas conhecidas como prolapso ou bexiga caída, e as incontinências urinárias.

As infecções urinárias não complicadas, normalmente, respondem bem a tratamento clínico, bem como as alterações de função conhecidas como doenças neurológicas da bexiga. Em todo o mundo a incontinência urinária é um problema comum que afeta até 45% das mulheres adultas refletindo-se muitas vezes em deterioração da vida social. A forma mais comum é a incontinência urinária de esforço, seguida em frequência pela incontinência de urgência provocada por hiperatividade vesical. Devido a vergonha, ao tabu e ao desconhecimento da existência de possíveis tratamentos, só uma minoria das mulheres que padecem de incontinência buscam um profissional. Os prolapsos e as incontinências urinárias são tratadas, normalmente, por cirurgias chamadas de minimamente invasivas, com uso de telas sintéticas: a incontinência urinária por hipermobilidade uretral com slings e os prolapsos por abordagem minimamente invasiva por via abdominal ou vaginal.

Câncer de Bexiga

O câncer da bexiga, também chamado de Carcinoma Urotelial, é a segunda neoplasia maligna urológica mais comum. Costuma acometer principalmente pacientes tabagistas, com mais de 65 anos de idade e costuma se manifestar através de hematúria macroscópica indolor (sangramento vivo na urina).

O tratamento do câncer de bexiga é complexo e envolve desde ressecções endoscópicas (RTU), uso de BCG intravesical e até a retirada radical da bexiga, sendo necessário construção de uma derivação urinária com segmento intestinal.

Bexiga Neurogênica

Chama-se bexiga neurogênica o mau funcionamento da bexiga devido a doenças do sistema nervoso central ou nervos periféricos envolvidos no controle da micção, que fazem com que o indivíduo não consiga controlar adequadamente o ato de urinar. Tanto pode ser afetada a musculatura da bexiga como os seus esfíncteres. A bexiga pode se tornar hipoativa, incapaz de contrair-se voluntariamente ou hiperativa, com perda involuntária de urina. No primeiro caso ela se apresentará como relaxada e flácida e no segundo como hipertônica e contraída.

Quais são as causas da bexiga neurogênica?

As causas da bexiga neurogênica podem ser genéticas ou dever-se a doenças neurológicas reversíveis ou irreversíveis, compressão da cauda equina, acidente que lesiona a coluna ou doenças neurológicas degenerativas.

Quais são os principais sinais e sintomas da bexiga neurogênica?

Os principais sinais e sintomas do paciente com bexiga neurogênica são esvaziamento incompleto da bexiga, perdas de pequenas ou grandes quantidades de urina e infecções urinárias frequentes. Uma bexiga hipoativa em geral tem pouca ou nenhuma atividade, não consegue se esvaziar e dilata-se muito. Como esta dilatação se dá lentamente ela, na maioria das vezes, não é dolorosa. Algumas vezes a bexiga permanece aumentada de tamanho e perde pequenas quantidades de urina por extravasamento. Nessas pessoas a estase da urina proporciona as condições que estimulam o crescimento de bactérias e, assim, de infecções. Também são favorecidas as condições para se formarem cálculos na bexiga. A bexiga hiperativa, ao contrário, incapaz de reter a urina, pode encher e esvaziar involuntariamente, sem controle.

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Anatomia

Próstata

Principais alterações

O que é próstata?

A próstata é um órgão interno masculino, fica abaixo da bexiga e pesa cerca de 20 gramas. Tem função de secretar um líquido que se junta à secreção da vesícula seminal para transportar os espermatozoides que vem dos testículos, sendo que o conjunto forma o sêmen.

Dentro dela ocorre a transformação do principal hormônio masculino: a testosterona se transforma em diidrotestosterona, que, por sua vez, é responsável pelo controle do crescimento dessa glândula

Patologias Benignas da Próstata

  • Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

O crescimento normal da próstata relaciona-se com o avanço da idade do homem. A partir dos 31 anos, ela passa a crescer 0,4 g por ano, podendo atingir volumes de 60g a 100g.

Atenção: A HPB e o câncer de próstata possuem alguns sintomas parecidos. Os pacientes com HPB que se encontram em tratamento devem ser submetidos a exames anuais, para acompanhar a evolução da melhora, como também para detecção precoce de câncer nessa região.

Sintomas

  • Atraso para iniciar a micção
  • Esforço para finalizar a micção
  • Prolongamento do tempo de micção
  • Jato miccional entrecortado, dividindo a micção em 2 ou mais tempos
  • Dificuldade para urinar com bexiga cheia

Tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna

  • Com remédios – Alfabloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase
  • Tratamentos pela uretra (canal) quando a próstata tem menos de 80 g;
  • Ressecção Transuretral Monopolar;
  • Ressecção Transuretral Bipolar;
  • Tratamento por cirurgia quando a próstata tem mais de 80g;
  • Prostatectomia a céu aberto (abrindo a barriga);
  • Prostatite

Inflamação da glândula prostática, pode ser de causa infecciosa ou inflamatória. Apresenta sintomas semelhantes a infecção urinária no homem.

O tratamento da Prostatite é feito com o uso de antibióticos por um tempo prolongado, associado a analgésicos

Câncer de Próstata

Atualmente é a neoplasia mais frequente do homem e a segunda com maior mortalidade, no entanto, se descoberto precocemente tem alta chance de cura.

Porque acontece?

Ocorre quando algumas células começam a se multiplicar desordenadamente aumentando muito seu número até que invadem órgãos próximos ou distantes atrapalhando seu funcionamento.

Quais os fatores de risco?

Idade (principalmente homens com mais de 50 anos), etnia (negros), hereditariedade (história familiar) e obesidade, são fatores claramente já associados ao desenvolvimento do câncer de próstata.

O que posso fazer para prevenir?

Alimentação saudável, controle da obesidade, prática de exercícios físicos regularmente e consulta médica de rotina podem ajudar na prevenção.

Por que fazer consulta de rotina?

O câncer de próstata é uma condição silenciosa na esmagadora maioria dos casos, motivo pelo qual a realização da dosagem do PSA e exame físico através do toque retal, a partir dos 50 anos, é ainda a melhor forma de se realizar o diagnóstico precoce dessa doença. Quando a doença é diagnosticada em fase avançada, sintomas como dificuldade para urinar, hematúria (sangramento na urina) e dores ósseas, podem acontecer. O diagnóstico precoce é fundamental e se associa a elevadas taxas de cura.

Quando investigar?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia deve ser realizado para todos os homens com mais de 50 anos, anualmente, ou, a partir dos 45 anos para pacientes negros ou com história familiar de câncer de próstata. E a qualquer momento se apresentar sintomas.

Como investigar?

O PSA e toque retal servem como rastreamento para o câncer de próstata. Se houver alteração poderá necessitar de uma biopsia prostática. O uso da ressonância magnética pode ser muito útil para investigação dessa patologia, porém, a biópsia prostática guiada por ultrassom ainda é considerada o exame padrão ouro para realização do diagnóstico.

  • Exame de Toque Retal

Representa a forma mais acurada de se identificar casos de Câncer de Próstata. Não é um exame "antigo" ou "superado", não compromete a masculinidade, nem é indigno.

Qual o tratamento?

Uma vez diagnosticado, o câncer de próstata possui inúmeras formas de tratamento, sendo a cirurgia radical (prostatectomia radical), considerada o padrão ouro para as doenças localizadas. Quando diagnosticado nas fases iniciais devemos ter como objetivos a cura, e manutenção da continência e potência do paciente. Tais metas apresentam menor sucesso em pacientes mais idosos e com doença em estágio mais avançado.

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Anatomia

Vesículas seminais

As vesículas seminais são duas glândulas que produzem um líquido viscoso, o líquido seminal que vai se misturar à secreção prostática e aos espermatozoides vindos do ducto ejaculador para formar o sêmen. É o local onde se produz a maior quantidade (80%) do líquido seminal. Esse líquido nutre os espermatozoides e facilita sua mobilidade.

Patologia relativamente frequente são os chamados cistos congênitos ou adquiridos, a maioria assintomática. Ocasionalmente, podem dar origem a complicações infecciosas ou a problemas como ejaculação precoce, manifestando-se com sintomatologia semelhante à prostatite e sintomas miccionais (irritativos/obstrutivos), dor pélvica ou infertilidade. O tratamento consiste na retirada do cisto. Outra manifestação clínica que pode ocorrer por hiperplasia da mucosa das vesículas seminais é a presença de sangue no ejaculado conhecido como hemospermia. Essa patologia com esta manifestação é considerada sem gravidade apesar de chamar a atenção e preocupar os pacientes.

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Uretra

Nos homens a uretra conduz o sêmen durante o ato sexual e serve de passagem para a urina. Nas mulheres a uretra é menor e está localizada na parte superior da vagina. O esfíncter uretral externo é um músculo estriado que permite o controle voluntário sobre micção. Hipospadia e Epispadia são formas de desenvolvimento anormal da uretra no sexo masculino, quando o conduto não está situada na extremidade distal do pênis

Doenças da uretra

  • Infecção (uretrite) é tida como mais comum no sexo feminino do que no masculino. Uretrite é uma causa comum de disúria (dor ao urinar);
  • Síndrome uretral, relacionada com a uretrite e geralmente causada por DSTs
  • Passagem de pedras do rim através da uretra pode ser dolorosa, o que pode levar a estenose uretral.
  • Câncer da uretra - bastante raro.
  • Estenose de uretra - é a redução no calibre da uretra, causando dificuldade de diurese. De causa infecciosa, traumática ou idiopática (sem causa determinada) É uma patologia de difícil tratamento, com várias possibilidades de abordagens, que devem ser melhor avaliadas pelo seu urologista.
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Pênis

Seu formato é cilíndrico, tem dimensões que variam tipicamente entre 10 e 18 cm no seu estado ereto; é formado por dois tipos de tecido (dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso e, em sua extremidade, observa-se uma fenda, que é a terminação da uretra, canal este que escoa o esperma e a urina).

É, portanto, um órgão que atua em duas funções, na reprodução e na excreção de urina. A uretra que passa por dentro do corpo esponjoso pode apresentar infecção conhecida como uretrite, pode apresentar estreitamento conhecido como estenose, pode ser mal formada com abertura ventral chamada de hipospadia ou abertura dorsal chamada de epispadia. A pele que recobre a glande é o prepúcio. Na criança pode apresentar dificuldade de retração por uma doença conhecida como fimose. Muitas crianças tem prepúcio redundante e necessitam ser orientadas a fazer sempre a limpeza, pois embaixo da pele podem se depositar secreções e urina servindo como fator irritativo propiciando o aparecimento de doenças. A retirada do prepúcio, postectomia ou circuncisão é uma forma de prevenir problemas. Adultos também podem evoluir com fimose e parafimose após balanopostite de repetição (infecção do prepúcio e glande). Feridas, verrugas e mesmo o câncer pode se instalar nessa parte do corpo.

Uma doença relativamente frequente é a tortuosidade do pênis quando ereto, doença de Peyronie. Quando a tortuosidade impede a relação sexual o urologista trata com medicamentos, com cirurgia corretiva ou em casos extremos, colocando uma prótese.

Disfunção Erétil

A disfunção erétil (D.E.), também conhecida como "impotência sexual", se caracteriza pela dificuldade em manter uma ereção peniana suficiente para uma prática sexual satisfatória. Estima-se que entre 15-20% dos homens, independente de sua idade, apresentem algum grau de disfunção erétil. Contudo, esse é um problema cuja incidência aumenta quanto mais velho for o paciente. A D.E. pode ter origem psicológica, orgânica (secundária doença ou uso de medicamentos) ou mista. Uma boa conversa com orientações do seu urologista, o uso de medicações via oral, injetáveis e mais raramente a realização de cirurgia para implante de próteses penianas, fazem parte do arsenal terapêutico para tratamento desta condição. Uma vida sexual saudável se associa a menores taxas de depressão e até mesmo doenças cardiovasculares, não deixe de procurar o urologista para conversar sobre este assunto.

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Anatomia

Testículos e bolsa escrotal

Principais alterações

A função dos testículos, à semelhança dos ovários nas mulheres, é a produção das células responsáveis pela fecundação: os espermatozoides. Além da produção de esperma, os testículos são também os principais responsáveis pela produção de hormônios masculinos, com destaque para a testosterona. Estas controlam o desenvolvimento de algumas características do homem como o crescimento dos pelos, a voz, barba, largura dos ossos ou o desenvolvimento muscular. É mais comum que um dos testículos esteja pendurado um pouco mais abaixo que o outro. A percentagem de homens com o testículo esquerdo mais baixo e com o testículo direito mais baixo é praticamente igual. Isto ocorre devido a diferenças na estrutura anatômica vascular nos lados esquerdo e direito. Os testículos são muito sensíveis a impactos e lesões.

As patologias mais comuns são: testículos não-descidos (criptorquidia), orquite, torção testicular e câncer.

Os testículos ficam armazenados no escroto ou saco/bolsa testicular, que é uma bolsa externa de pele e músculo. É uma extensão do abdômen e está localizado entre o pênis e o ânus. A função do escroto é manter os testículos a uma temperatura inferior à do resto do corpo (34.4 graus Célsius). O calor excessivo destrói os espermatozoides. Tendo como uma de suas camadas um músculo, o escroto contrai-se e distende-se, conforme seja necessário aumentar ou reduzir, respectivamente, temperatura no seu interior. Algumas doenças como hidrocele (água no saco), varicocele (veias dilatadas) podem aumentar a temperatura local e necessitarem de tratamento cirúrgico.

Testículo não descido – Criptorquidia

A criptorquidia é uma das anomalias genitais mais frequentes em meninos. Os testículos são formados dentro do abdome, abaixo dos rins e, por volta da vigésima semana de gestação, eles começam a descer, para que, ao nascimento, já estejam localizados na bolsa escrotal. Porém, em cerca de 4 % dos meninos o testículo não se encontra na bolsa escrotal ao nascimento, principalmente nas crianças prematuras (± 30 %).

De todos os testículos criptorquídicos, a maioria desce para a bolsa escrotal até o final do primeiro ano de vida. Após 1 ano de idade, apenas 0,8 a 1,5 % dos meninos não terão o testículo na bolsa escrotal. Nestes meninos, o testículo pode estar localizado em qualquer lugar no seu trajeto de descida ou, muito raramente, fora do trajeto (Testículo ectópico). Normalmente, isso ocorre de um só lado, mas pode também ser dos dois lados.

Existem várias teorias tentando explicar a causa da criptorquidia, como alterações hormonais, genéticas, mecânicas, dentre outras, porém nenhuma delas consegue explicar o real motivo da não descida testicular.

Por que tratar?

O tratamento é importante por várias razões

  • Possibilitar maior chance de desenvolvimento testicular, melhorando, assim, a fertilidade, visto que esses testículos já apresentam lesões irreversíveis em suas células após o segundo ano de vida;
  • Melhorar aparência física e, com isso, prevenir problemas psicológicos na criança;
  • Diminuir o risco de trauma testicular e corrigir a hérnia inguinal que geralmente está associada com a criptorquidia;
  • Facilitar o auto-exame do testículo em adultos jovens, pois o testículo criptorquídico tem maior risco de desenvolver um tumor na idade adulta.

Quando tratar?

No final do primeiro ano de vida, pois à medida que o tempo passa algumas alterações ocorrem nas células do testículo. Isso ocorre devido à ação da temperatura mais alta, quando o testículo está fora da bolsa escrotal.

Em alguns casos pode-se tentar o uso de hormônios, feitos através de injeções, porém os resultados com esse tipo de tratamento são controversos.

Infertilidade Masculina

Definição: incapacidade de um casal em conceber filhos através de relações sexuais periódicas, sem uso de métodos contraceptivos, após pelo menos 1 ano de tentativas.

Com o importante papel que a mulher vem adotando no mercado de trabalho, nota-se um aumento crescente de casais com dificuldade em engravidar, estimando-se que cerca de 20-25% dos casais brasileiros estejam enfrentando este problema. O fator masculino contribui, isoladamente, em ao menos 30% dos casos.

As causas de infertilidade masculina são variadas, passando desde síndromes genéticas mais raras até a varicocele, causa mais comum e que possui um importante potencial de reversibilidade (cura). Hábitos de vida, pouco saudáveis, também afetam negativamente a produção de espermatozoides, tais como: tabagismo, o uso de drogas recreativas (maconha, cocaína), o uso de anabolizantes (testosterona), exercícios físicos em excesso, obesidade, exposição a produtos tóxicos e à poluição, estresse e má nutrição.

O tratamento varia de acordo com a causa. Para homens que já realizaram vasectomia por exemplo, a reversão através de microcirurgia é uma ótima opção de tratamento. Não deixe de procurar o seu urologista para esclarecimento de suas dúvidas.

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Anatomia

Epidídimos e ductos deferentes

Principais alterações

O epidídimo é um pequeno ducto que coleta e armazena os espermatozoides produzidos pelo testículo. Localiza-se atrás do testículo, no saco escrotal e desemboca na base do ducto deferente o canal que conduz os espermatozoides até a próstata. O epidídimo é tão longo como o testículo, em forma de "C" achatado, junto a um dos lados do testículo. Depois de ter sido armazenado no epidídimo, o esperma avança através do canal deferente até a próstata, onde se mistura com o sêmen originário das vesículas seminais, movendo-se pela próstata até a uretra durante a ejaculação.

Vasectomia

A vasectomia é um método contraceptivo definitivo.

Dentre os métodos irreversíveis, temos a ligadura de Trompas, nas mulheres e a Vasectomia, nos homens, sendo que a Vasectomia é um método minimamente invasivo, uma cirurgia ambulatorial, podendo ser feita sob Anestesia local ou com sedação Anestésica.

Após três meses da cirurgia ou 20 ejaculações, o paciente realizará um exame de espermograma para confirmar o sucesso da cirurgia. Durante o procedimento, o Médico Urologista faz a ligadura dos canais deferentes, que levam os espermatozoides dos testículos até as vesículas seminais. Com essa interrupção da passagem dos espermatozoides, o paciente continuará a ter uma vida sexual normal, com ereções normais e inclusive saída de esperma, porém, sem espermatozoides.

De acordo com a lei, este procedimento só pode ser realizado 60 dias após a assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido.

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